Assistindo TV descobrimos que o filme "Sem reservas" de 2006 com a Catherine Zeta-Jones é na verdade uma refilmagem de um filme alemão de 2001, "Bella Martha".
Os produtores dos EUA seguem aquela velha mentalidade norte-americana de não ler legendas, então é mais fácil refazer em inglês, como em "Três Solteirões e um bebê"(1987)/"3 hommes et un couffin"(1985), "Vanilla Sky"(2001)/"Abre los ojos"(1997) e tantos outros. É patético sermos "forçados" a assistir refilmagens, mas é lucrativo para o mercado norte-americano. Porém, culturalmente saímos perdendo. Estando no Brasil não tem como não nos sentirmos idiotas por assistir uma refilmagem americana feita para o público mediano de lá. E na cultura de massa infanto-juvenil ocorre o mesmo: séries e animações européias e asiáticas só chegam aqui após parassarem por distribuidores dos EUA, e pior, o que vem para cá é geralmente uma versão já dublada em inglês, adaptada e cortada para nos padrões e filtros morais/sociais dos EUA. Como em entretenimento quem manda é a cadeia de distribuição, como fugir disso? Se informando melhor, é a única saída.
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