Contido

 
por Liza Meller em 27-09-2009 19:16
Material baby II
Ou como evitar que a mídia e as marcas tenham um efeito pernicioso sobre nossos filhos
 

Case e se reproduza. Consuma. Ilustração original by Gud.it 

Um amigo leu meu texto anterior e respondeu com parabéns. Agradeci e expliquei que foi um desabafo e está sendo uma tentativa de aglutinar pessoas que pensam como eu e meu marido, que estamos vendo outros pais à nossa volta transformarem seus filhos em pequenos materialistas. Estou meio cansada e de saco cheio de ouvir "mas seu filho será um alienado!" É mesmo? Eu fico lembrando daquela expressão, a tal da unanimidade burra... Será que o meu filho será o alienado... ou serão os filhos deles?

Que benefícios concretos a mídia massificadora, as marcas e os personagens infantis criados exclusivamente para consumo trarão aos meus filhos? Vocês já viram o desenho animado "Barbie Fairytopia"? Da primeira vez que eu vi, fiquei horrorizada... Parei calada na frente da TV, só vendo aquela coisa feita para vender boneca se fingindo de conto de fadas, mas sem o teor verdadeiro e arquetípico dos contos de fada. Em vez disso, eles colocam um conteúdo de conceitos contemporâneos, que no final só levam a um reforço dos conceitos de "compre para se sentir feliz" da sociedade moderna. Um perigo para a saúde emocional das crianças, mas os pais desavisados em geral acham bonitinho, legal (é como conto de fadas, não pode ser ruim) e deixam seus filhos assistir... 

Estou tendo um trabalhão para impedir que dêem para o nosso filho brinquedos cheios de botões, luzinhas e musiquinhas eletrônicas da Fisher-Price (a.k.a. Mattel)... Eles são considerados educativos e de boa qualidade. Eu sempre peço para comprarem coisas de pano, com guizos, texturas, cores, barulhinhos, coisas educativas que desenvolvem o bebê mas sem limitar sua criatividade em atividades fixas... Por enquanto estou ganhando, mas é sempre um esforço imenso. 

Juro que eu nunca imaginei que o trabalho de ser mãe viria desse lado. 

A propósito: quero deixar bem claro que não somos melhores nem piores que os outros pais. Temos apenas algumas escolhas diferentes da maioria. E queremos apenas que nossas diferenças sejam respeitadas pelas pessoas com quem convivemos. Senão a coisa fica muito complicada: lembro de uma ou outra linha de pensamento que quiseram obrigar todas as pessoas a agir e pensar de forma idêntica, e muita gente morreu por causa disso. Mas esse é outro papo e melhor deixar para depois. 

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por Liza Meller em 26-09-2009 19:07
Eu não dei à luz um material baby
Ou a difícil arte de ser uma mãe consciente na sociedade de consumo
 

Bebê com cartão de créditoFaço parte da nova geração de mães do século XXI, que optaram por ter um filho depois dos 40 anos. Durante anos eu e meu marido pensamos, refletimos, planejamos como seriam nossos filhos (ainda falta o segundo, mas esse só depois que nosso primeiro completar 1 ano). Travamos verdadeiros debates filosóficos, sobre como nossos filhos não seriam penalizados com a transferência de nossos desejos ou frustrações (a vida deles só caberá a eles decidir), sobre como lhes daríamos estrutura para se tornarem pessoas completas e conscientes, sobre como um bebê é uma pessoa sob nossos cuidados, mas que um dia sairá de casa e por isso mesmo não deve se tornar a coisa mais importante de nossas vidas sob o risco de um dia essas vidas ficarem vazias de objetivos.

Depois da chegada de nosso bebê, essas ideias ficaram ainda mais fortes. Só não contávamos com um fator de impacto fulminante: a família. Embora eu e meu marido sejamos pessoas totalmente contra o consumismo, a ponto de conscientemente cortarmos da lista do bebê qualquer item que seja remotamente supérfluo, ou de marca, ou fruto do marketing covarde que tenta capturar os futuros pais nesse momento emocionalmente tão suscetível, isso não é uma unanimidade em nossas famílias. Aliás, pode-se dizer que somos exceção em nossas famílias.

Sendo assim, desde a notícia da gravidez tivemos que conviver com o estresse constante de recusar ofertas de presentes, de desviar de assuntos como "mas como vocês farão o quarto se não souberem o sexo do bebê?!", de tentar manter a delicadeza ao recusar a oferta de um chá de bebê e dizer "não, obrigado, preferimos fazer o enxoval nós mesmos". Mesmo assim, como evitar a perplexidade de um parente (já planejando altas compras) que não compreende quando dizemos que "se nosso bebê for menina, a princípio, Barbie não entra em nossa casa"? Como explicar a outro parente que preferimos que encha o nosso filho de amor em vez de enchê-lo de coisas? Como lidar com a frustração de outro parente que exclamou "mas vocês não deixam a gente dar nada de presente!" (Deixamos, mas temos uma regra: presente só nas datas festivas).

Carrinho de compras de bebêNosso bebê já tem sete meses e está prestes a engatinhar. Optamos pelo aleitamento materno exclusivo até os seis meses, nosso filho não está em creche e vê o pai e a mãe o dia inteiro, temos horários rígidos de acordar, de dormir, de sonecas e de alimentação pois vemos o quanto essa estrutura previsível é benéfica para o desenvolvimento de nosso filho, que é uma criança feliz, risonha e absolutamente não sente falta de nenhum dos presentes que nossa família ficou insistentemente tentando comprar. Não cedemos em nenhum momento, mas é necessária uma vigilância constante: vez por outra tentam nos impor seus pontos de vista novamente.

É claro que entendemos que somos considerados "radicais" por nossos familiares, que não compreendem o motivo de rejeitarmos tão enfaticamente algo que eles consideram natural e parte da vida. Mas nós sabemos, por experiência própria, que os valores mais importantes e que trazem mais felicidade e plenitude não estão associados à aquisição de coisas. E que honestidade, empenho, saber compartilhar, ser compassivo, dar o melhor de si em tudo o que fizer, ser verdadeiro, íntegro, ético, enfim, valores de construção do ser, que não são comprados nem vendidos, não estão associados a nenhuma marca ou personagem infantil, são o maior tesouro que os pais podem dar a seus filhos.

Nos sentimos meio peixe fora d'água em nossa família, mas isso não quer dizer que não existam pais que pensam exatamente como nós. Por isso temos a comunidade Criar filhos sem consumismo no Orkut. Se você tem alguma dúvida ou ansiedade como nós, venha conversar!

Leia também a segunda parte deste artigo, Material baby II

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por Alex Moura em 27-08-2009 13:53
Ciência, Magia e Religião
Três reinos que são mais interligadas do que se percebe.
 

Interessantíssimo ciclo de palestras inter-relacionando Ciência, Magia e Religião, discutindo a equivocada separação dos três, o totalitarismo científico em confronto com o religioso, o descrédito e criminalização que vem sendo atribuído à tudo que pareça magia, e quais as implicações políticas e econômicas dessa separação.

Science, Magic and Religion: http://www.academicearth.org/courses/science-magic-and-religion

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por Alex Moura em 29-06-2009 13:43
The Video Bay no Opera 10
Como habilitar as tags video e audio no Opera 10.
 

Criei um script simples para habilitar as tags video e audio no Opera e assim poder acessar sites como o The Video Bay.

Baixe o arquivo videoaudiotag.js e coloque na pasta userjs de seu perfil do Opera. Caso após instalar o JS os vídeos ainda não sejam exibidos, pode ser necessário instalar também o Klite Codec Pack no Windows (ou outro pacote que habilite OGG no Windows Media Player).

Download videoaudiotag.js and copy to Opera folder 'profile/userjs'

Tags video e audio no Video Bay

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por Alex Moura em 09-04-2009 00:11
Acesso móvel 3G à Internet... em 2001!
Como as empresas se prepavam em 2001 para a outra grande revolução na comunicação: o acesso móvel à Internet.
 
Publiquei esse artigo em 2001 na Revista da Criação, onde era colunista de tecnologia. Vale ver que foram precisos tantos anos para que começasse a se tornar realidade no cotidiano daqui.

A maior parte das pessoas não consegue mais se imaginar vivendo nos dias de hoje, numa grande cidade, sem telefones celulares, pagers, PDAs e afins. A facilidade, agilidade e descomplicação que esses equipamentos trazem é incrível. Melhor ainda se o telefone celular se transformar numa verdadeira ponte de comunicação e trabalho digital. Sabendo disso mais do que ninguém, muitas empresas preparam-se para outra grande revolução na comunicação: o acesso móvel à Internet. Conheça as novidades da Nokia, Motorola, Nextel, Palm, Kodak, Uol, ATL e DoCoMo.

Para a designer gráfica Susana Albuquerque, ter acesso móvel à Internet já é uma realidade desde 1998. "Quando eu morava no Brasil, carregava meu notebook para todo lado, mas nunca pude tirar total proveito dele. Já fazia quase tudo pela Internet, e justamente o notebook, a ferramenta que mais usava, ficava fora disso. Quando mudei para Nova York, imediatamente descobri que podia passar a usar meu notebook online praticamente pela cidade toda!" A felicidade de Susana se explica graças à variedade de serviços de acesso móvel que estão disponíveis por lá. Se tempo é dinheiro, velocidade de comunicação é moeda corrente. Agências de publicidade e produtoras normalmente contam com grandes e segmentadas equipes, que precisam estar em contato entre si o tempo todo. Mesmo que a central de informação seja a própria empresa, o acesso a essa informação deve passar a ser descentralizado e seguro. Quanto menos falhas na comunicação do grupo, melhores e mais velozes serão os resultados. "Falo com um cliente que encomendou um anúncio enquanto vejo a arte do ilustrador para o trabalho e confirmo o orçamento com uma gráfica por e-mail. Tudo isso de dentro de um táxi, de casa para o escritório", festeja Susana. E as empresas do setor de tecnologia para telecomunicações estão investindo neste perfil de consumidor corporativo.

A Nokia lançou o Terminal Gateway Multimedia, equipamento que permitirá a operadoras de telefonia móvel o envio de mensagens multimídia inclusive a terminais sem esta função. Este "gateway" também irá permitir aos usuários de celulares arquivar mensagens multimídia em álbuns pessoais. O equipamento complementa o outro produto da empresa, o Artuse MMS Center (Serviço de Mensagem Multimídia) e estará no mercado até o fim do ano. O suporte aos telefones celulares sem função multimídia oferecido pelo "gateway" da Nokia permitirá aos usuários de celulares utilizar mensagens multimídia, independentemente do tipo do aparelho. O serviço para celulares sem esta função será similar ao de mensagens curtas de texto, incluindo os endereços de Internet e senha para recuperação de mensagens com um web browser. Os usuários poderão, ainda, redirecionar a mensagem recebida a um e-mail ou respondê-la com outra mensagem também multimídia. "A Nokia tem sido a principal líder no desenvolvimento de MMS e enxerga o futuro das mensagens entre usuários baseado predominantemente na tecnologia MMS, para favorecer a transformação do MMS em um serviço de uso mais amplo", explica Pekka Salonoja, vice-presidente de produtos de software da Nokia.
O arquivamento das mensagens em um álbum pessoal é outro componente-chave no "gateway". Com este recurso, que poderá ser acessado tanto pela interface web quanto pela interface wap, os usuários poderão utilizar o álbum pessoal com grande capacidade de armazenamento remoto, deixando livre a preciosa e pequena memória de seus terminais MMS.

Já a Motorola, juntamente com a Nextel, para quebrar o atual conceito da comunicação móvel pessoal, lançou um telefone móvel que combina num único aparelho funções de um computador de mão e rádio bidirecional, com mensagens de texto interativas no visor do aparelho e acesso à Internet. O modelo i85s foi o primeiro a usar plataforma K-Java, software que transforma estes meros telefones sem fio em aparelhos mais inteligentes, verdadeiros computadores. Com esta tecnologia, o usuário pode submeter um orçamento à aprovação do escritório remotamente, usar o rádio para manter contato com sua equipe de trabalho, marcar uma reunião ou, enquanto aguarda embarque para vôo nas salas de espera dos aeroportos, aproveitar o tempo para checar seus e-mails. "A nova geração de aparelhos foi desenvolvida para permitir um alto nível de personalização, atendendo às preferências de diferentes usuários, com a mudança na padronização das funções de acordo com o ambiente em que o usuário estiver, seja no escritório, em casa ou no carro", diz Marco Arruda, diretor da Divisão iDEN da Motorola no Brasil. "Por exemplo, no carro o usuário pode acionar, através de um comando de voz, um estilo específico, que desligará o VibraCall, aumentará as letras do display e o tempo de luz de fundo, e ativará o filtro de chamadas", completa Arruda. Pela rede Nextel Online podem ser carregados novos aplicativos no aparelho, fazer transferências de arquivos, mandar e receber e-mails com arquivos anexados, automatizar toda a equipe de trabalho, distribuir documentos eletrônicos, fazer acompanhamento de processos, ter acesso de forma segura a redes corporativas, assinar digitalmente documentos e realizar transações financeiras. Para a tecnologia celular GSM, a Motorola apresentou recentemente, na Futurecom 2001, novos aparelhos, com novos conceitos de celular, com tela touchscreen de alta resolução, tecnologia de reconhecimento de escrita, e um teclado mais usual para facilitar a digitação e navegação na Internet.

As empresas estão investindo muito nos serviços de envio de Mensagens Curtas de Texto (SMS, do inglês "Short Message Service"), que vem se tornando popular no mundo inteiro. Atualmente, estima-se que cerca de 15 bilhões de SMS sejam enviadas por mês globalmente, em um mercado avaliado em 180 bilhões de dólares, conforme a GSM Association. Na América Latina, analistas prevêem que o SMS e o acesso à Internet devem alcançar 4,2 bilhões de dólares até 2004. Entre as principais vantagens das mensagens de texto, estão a rapidez, a conveniência e a economia. Curiosamente, o serviço ainda não decolou nos EUA, apesar do sucesso no Brasil, na Europa e no Japão, onde os serviços SMS já correspondem a gordas fatias do faturamento das empresas de telefonia celular.

Tradicionalmente, muitas pequenas empresas investem em PCs, servidores e redes para serem usados nos escritórios, e ao mesmo tempo adquirem notebooks caros e pesados para o uso fora do escritório. Mas rapidamente elas estão descobrindo e obtendo benefícios da tecnologia oferecida pelos computadores de mão, mais baratos e mais leves, apesar de bem menos poderosos. Hoje qualquer notebook ou handheld modesto se torna uma grande máquina quando acessa os recursos, programas e arquivos de um bom servidor, funcionando como se o computador de bolso fosse apenas a tela de acesso a um sistema completo e mais sofisticado.

A Palm, por exemplo, vem investindo intensamente no Brasil com campanhas, parcerias e preços agressivos e competitivos. A redução dos preços popularizou o uso de seus aparelhos tanto no âmbito pessoal quanto nos vários setores da economia, passando pela área governamental, corporativa e de Internet. Hoje a Palm detém aproximadamente 75% do mercado global de computadores de mão, e só no Brasil já há mais de 2.500 desenvolvedores de softwares para PalmOS. Em muitos casos, devido à grande simplicidade da plataforma PalmOS, as pequenas empresas podem criar, elas mesmas, seus próprios aplicativos, ou adaptar os já existentes às suas necessidades específicas. Acessórios podem incrementar os aparelhos, como a câmera Kodak PalmPix, que quando acoplada a um Palm faz com que os usuários possam tirar fotos digitais, enviá-las por infravermelho para outros usuários de handhelds e transferi-las em segundos para um computador onde elas poderão ser manipuladas, armazenadas ou enviadas por e-mail. A câmera permite, por exemplo, que os proprietários de um Palm compartilhem fotos em eventos sociais, com agilidade e rapidez, além de aplicações profissionais como a captura de notas e diagramas em reuniões ou palestras.

O publicitário Felipe P. Amorim, sempre fascinado por novas tecnologias, exemplifica: "Hoje a equipe de minha agência conta com vários modelos de PDAs, incluindo alguns PocketPCs coloridos rodando WindowsCE, trocando informações o tempo todo, acessando a ferramenta de trabalho em grupo adotada por nós, que é um programa para que de qualquer lugar possamos atualizar e coordenar tarefas e o andamento dos trabalhos, contatos com clientes etc". O caso de Amorim é cada vez mais comum: a comunicação de dados sem fio não é mero luxo para impressionar os clientes, mas sim ferramenta indispensável de controle do fluxo de trabalho.

Visando um outro segmento desse mercado em ascensão, a Star One, o UOL e a Gilat lançaram o UOLSat, um serviço de acesso à Internet banda larga bidirecional via satélite. A principal vantagem do UOLSat é não depender de infra-estrutura terrestre e permitir o acesso em todos os lugares onde haja cobertura do satélite, ou seja, teoricamente em quase todo o Brasil. A instalação é rápida e permite a liberação da linha telefônica, reduzindo as despesas com telefone, deixando o computador online 24 horas por dia. O sistema estranhamente começou apenas nas cidades de Niterói (RJ) e Santos (SP), mas gradativamente o serviço passará a ser oferecido em outras cidades. A velocidade pode chegar a 500kbps, fora dos horários de pico do acesso à Internet, mas a média é de 100kbps. O sistema funciona com uma antena externa e um modem instalados na casa ou escritório do usuário - e conectados ao computador, podendo ser instalados em praticamente qualquer lugar.

Se uns querem o céu, outros também querem a terra, ou melhor, os subterrâneos. A ATL, que opera a Banda B do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, assinou contrato para oferecer cobertura celular no Metrô Rio. Este serviço, inédito no Brasil, estará à disposição dos clientes ATL até o fim do ano e vem reforçar a estratégia da operadora em oferecer serviços diferenciados. "Poucas cidades no mundo oferecem serviço celular nos subterrâneos. Temos orgulho em poder oferecer esta cobertura exclusiva, atendendo às necessidades dos nossos clientes", comemora Carlos Henrique Moreira, presidente da ATL. Através da parceria com o Metrô Rio, a ATL terá sinal ininterrupto em todo o percurso da Linha 1, proporcionando muito mais comodidade a seus clientes, que poderão manter uma conversação durante o trajeto. O equipamento utilizado foi desenvolvido especialmente para esta instalação.

E a cereja desse bolo já pode ser experimentada na capital japonesa, Tóquio: acesso sem fio em celulares com videofone e Internet banda larga. O cobiçado sistema 3G estreou por lá, com toda a ansiedade mundial a seu respeito, pois é o futuro da comunicação digital de massa para os próximos anos. A empresa DoCoMo, gigante do setor no Japão, já tem acordos comerciais e tecnológicos para a implantação do sistema no Brasil, nos próximos anos. O modelo inicial do aparelho com vídeo custa US$ 600, e é bem simples de usar (apesar do enorme manual de instruções), tendo uma pequena câmera para videoconferência. Um modelo de US$ 400, mais modesto, compacto e popular, fabricado pela Nec, roda aplicativos Java, e também tem conexão opcional para notebooks e PDAs para acesso à Internet a velocidades de até 384kbps. Para se ter uma idéia do sucesso deste nicho de mercado no Japão, o serviço de acesso sem fio i-Mode, da DoCoMo, já contava com cerca de 30 milhões de usuários antes de o 3G chegar. Pelo sucesso do SMS do Brasil, são esperados grandes investimentos no 3G também no nosso país.
 
(Artigo originalmente publicado em minha coluna na Revista da Criação, em 2001)
 
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por Alex Moura em 24-01-2009 13:06
Posters de cinema
Coleção de posters da Academia de Cinema de Hollywood é preservada para as gerações futuras.
 
Cimarron

Em 1987 a Academia iniciou o programa de preservação da cada vez maior coleção de posters. A maioria dos posters era impressa em papéis que com o passar do tempo se tornam quebradiços e difíceis de manusear, agravado ainda mais por fitas e colas aplicadas aos posters.

King of Kings

Até 2009 mais de 6000 posters já foram limpos e tratados, e arquivados também em fotografia para referência. O acervo pode ser consultado online no catálogo da Academia.

Pardon Us

No vídeo, como preservar um poster gigante!

Site: Academy of Motion Picture Arts and Sciences Poster Collection

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por Alex Moura em 31-12-2008 21:57
Melhores jogos de 2008
Ano sem grandes novidades, mas com muitos títulos interessantes.
 

No Game Developers Choice Awards 2009 os profissionais da indústria de games podem votar nos jogos que mais se destacaram em 2008. A votação é descritiva, sem opções pré-definidas, o que torna tudo muito mais justo. E meus votos foram para:

Game Of The Year
Mirror's Edge

Game Awards: Mirror's Edge 

Innovation Award
Mirror's Edge

Best Debut Game
So Blonde 

Game Awards: So Blonde

Best Audio
Tomb Raider Underworld

Game Awards: Tomb Raider Underworld

Best Game Design
Mirror's Edge

Best Technology
Fallout 3

Game Awards: Fallout 3

Best Visual Arts
Chronicles of Mystery: The Scorpio Ritual

Game Awards: Chronicles of Mystery

Best Writing
A Vampyre Story

Game Awards: A Vampyre Story

Best Downloadable Game
The Spiderwick Chronicles

Game Awards: Spiderwick Chronicles

Best Handheld Game
Professor Layton and the Curious Village

Game Awards: Professor Layton

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por Alex Moura em 08-11-2008 10:48
Contratos "360" são escravidão ou liberdade?
A indústria da música continua tentando controle total.
 
Se você quer ter uma música para ouvir quando quiser:
  1. Compra o CD na loja
  2. Grava a música da rádio
  3. Compra e baixa a música online
  4. Não compra e baixa a música online

Nas quatro opções, a influência da gravadora se limita às duas primeiras? Com lojas como a do iTunes os músicos na prática não precisam mais de gravadoras. Ou não?!

Mesmo podendo gravar e distribuir músicas sem as gravadoras, os músicos ainda precisam da máquna promocional das grandes gravadoras. Recentemente temos visto que os grandes selos agora distribuem músicas de graça online. Ficaram bonzinhos? Claro que não, apenas mudaram os contratos.

Uma modalidade de contrato conhecida como 360 (360 graus, uma volta completa) está cada vez mais "obrigatória", e com ela a gravadora passa a também ter participação em todas as atividades do músico: vendas de CDs, show ao vivo, toques de celular, licenciamentos da marca/nome, etc. Sem precisar se concentrar nos mega-sucessos, as gravadoras podem colher lucros a longo prazo e de maneira mais diversificada.

Muitos músicos estão optando por essa modalidade porque assim garantem mais exposição para seu trabalho nos grandes veículos de comunicação e canais de mídia, enquanto outros preferem continuar promovendo suas músicas de maneira independente.

É uma questão de escolha individual, mas a pressão das gravadoras é grande. Para os músicos é uma espécie de escravidão remunerada.

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por Alex Moura em 30-08-2008 09:50
Janelas inteligentes
Janelas que mudam de cor e opacidade são o futuro da decoração.
 

 

A tecnologia se chama PDLC (polymer dispersed liquid crystal) e já é utilizada em escritórios, hotéis e restaurantes. Em breve também veremos em casas e novos condominios de luxo. O processo é simples: quando a janela está eletricamente carregada ela se torna transparente. Um dos maiores fabricantes do mundo é coreano, a Stanley Glass. A Coréia domina inúmeras tecnologias relativas a cristais líquidos.

Janelas inteligentes 

No Brasil, um dispositivo que muda de cor ao receber impulsos elétricos, desenvolvido pelo Laboratório de Polímeros Condutores e Reciclagem, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, também pode se converter numa das comodidades da casa do futuro. Diferente de protótipos em estudo nos EUA e na Europa, desenvolvidos em lâminas de vidro que substituem as janelas convencionais, o dispositivo da Unicamp por ser flexível e delgado, pode ser colado sobre as vidraças, dispensando a substituição da janela.

Usar esse tipo de janela, mesmo demandando consumo de energia, pode se tornar muito mais econômico em lugares frios, onde o uso de aquecedores elétricos se tornou um grande problema.

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